Pão Entrançado com Pesto

Pão com Pesto 1

Mais uma receita que andei a exibir no Stories do Instagram e que parece muito mais chique e complicada do que é.

Como sabem (se forem leitores fieis e tiverem lido o post acerca de ementas semanais) não temos o hábito de comer sopa a todas as refeições antes do prato principal; preferimos fazer duas ou três refeições por semana inteiramente de sopa com algum tipo de pão. Agora no Verão o que sabe mesmo bem são sopas frias e hei-de partilhar aqui a nossa receita de gaspacho e sopa de pepino. Mas adiante, hoje vou mostrar como se faz um Pão Entrançado com Pesto para acompanharem as ditas sopas.

Primeiro, preparar e deixar a levedar esta massa de pão. Depois, fazer este pesto. Agora o método: depois da massa ter descansado e crescido, esticá-la o mais delicadamente possível num rectângulo; espalhar o pesto e enrolar.

Pão com Pesto 2

Depois com uma faca bem afiada, cortar o rolo em dois no sentido longitudinal e deitar ambas as metades lado a lado com a parte cortada para cima. Para entrançar facilita se tiverem a ajuda de outro par de mãos. Pegam numa metade e passam por cima da outra; pegam na outra e passam por cima da uma. And so on. Reparem que com este método o pão vai “andar” sempre para o mesmo lado, portanto convém começarem com as duas metades ao fundo da bancada e irem avançando. No fim calcam a trança e colocam o pão num tabuleiro ou numa forma de bolo inglês. Também podem fazer uma coroa com a trança. Vai ao forno não muito forte senão o pesto queima antes da massa estar cozinhada. É isto. Nada me dá mais prazer na cozinha que fazer pão e comê-lo ainda morno. E o cheiro que fica em casa? É o nirvana gastronómico.

Pão com Pesto 3

 

Bom fim-de-semana!

Podem sempre seguir o meu álbum de receitas vegan no Pinterest, onde vou coleccionando ideias para experimentar.

Para seguir este blog basta preencher o endereço de e-mail na coluna do lado direito, mesmo abaixo da aplicação do Goodreads. Recebem um e-mail cada vez que eu publicar um novo post.Ou, se quiserem ser modernos, podem seguir a página Ervilhas e Cenouras no Facebook ou o meu Instagram (desde que não estejam a contar com fotos muito artísticas).

Cábula

Um post muito rápido hoje só para partilhar uma cábula que fiz para a creche do Simão. Fomos abençoados com uma escola que, não sendo obrigada a tal, vai acomodar a alimentação vegetariana da nossa cria. Aceitam que sejamos nós a enviar o lanche e para o almoço vão servir-lhe a sopa “dos bebés”, que são exclusivamente legumes, e a nutricionista da instituição vai planear uma ementa alternativa para o Simão. Pediram-nos apenas que fizéssemos uma cábula com aquilo que ele não come. Claro que a mim me parece pateta e básico; se é animal, não come. Mas tenho noção que não é o normal para a maioria e então já fiz a dita cábula para acrescentar ao processo dele.

Para quem estiver na mesma situação e quiser fazer o download, aqui vai. Substituí o nome dele por uma linha pontilhada para preencher e alterei a frase para ficar neutra (não há paciência para ler o/a, vegetariano/a, etc).

Eu fiz “2 cópias por página” para ficar com duas fichas A5, mas dá perfeitamente para imprimir um A4, é só seleccionar na caixa de impressão.

Alimentação Vegana

 

Boa semana!

 

Para seguir este blog basta preencher o endereço de e-mail na coluna do lado direito, mesmo abaixo da aplicação do Goodreads. Recebem um e-mail cada vez que eu publicar um novo post.Ou, se quiserem ser modernos, podem seguir a página Ervilhas e Cenouras no Facebook ou o meu Instagram (desde que não estejam a contar com fotos muito artísticas).

Muesli para Totós

Muesli para Totós 1

Acredito piamente que as melhores receitas são os básicos a que voltamos vezes sem conta e que vamos adaptando ao nosso gosto no momento e ajustando às temporadas da vida. Já publiquei há uns tempos uma receita de Seitan para Totós e hoje quero partilhar, não exatamente uma receita, mas mais um método de muesli para iniciantes. Isto porque fazer muesli é como ler aqueles livro de “escolha a sua aventura” em que cada um decide o que quer fazer e segue para a página X.

Eu chamo a isto muesli, que por definição é cru e sem dúvida que cru pode ficar. Mas também gosto de levar ao forno a aveia e tostar os frutos secos o que já entra no campo da granola. Portanto, façam com o vosso método preferido e chamem-lhe Anabela se quiserem.

Passo 1 : escolher um cereal, ou dois, ou três

A aveia é rainha, mas podem sempre optar por arroz tufado, trigo sarraceno, espelta, um mix, como gostarem mais. Tenham só em conta o que pode ser comido em cru e o que tem de ser cozinhado. A proporção que costumo fazer é de 4 chávenas de aveia para 2 de sementes e frutos, mas isto é mesmo flexível e podem testar as proporções que mais vos agradarem.

Passo 2 : temperos

Canela, açúcar mascavado (fica a saber a caramelo), açúcar baunilhado, extracto de baunilha, noz-moscada, gengibre em pó, enfim, as possibilidades e combinações são imensas. O que não pode faltar é uma pitada de sal e não se ponham com tretas da comida sem sal porque depois não sabe a nada. Se for para ficar em cru é deitar tudo numa tigela funda para misturar. Se for para ir ao forno, espalhar bem num tabuleiro com 4 colheres de sopa de óleo de côco e deixar em forno médio até dourar ligeiramente.  Se quiserem aglomerados de cereais (granola) têm de usar óleo suficiente para ficarem colados e deixar cozinhar assim.

 

Muesli para Totós 2

Passo 3: sementes e frutos secos

É aqui que perco a cabeça. Avelãs, amêndoas, sementes de girassol, de sésamo, amendoins, sei lá. Podem tostá-los ou não, mas se o fizerem aconselho a fazerem-no numa frigideira anti-aderente, um qualidade de cada vez, porque os tempos são muito dispares. As sementes de sésamo basta um calorzinho e puff, já queimaram enquanto as amêndoas precisam de um bom bocado ao lume. Não usem sementes de chia, ok? Essas precisam de ficar de molho e o tempo entre deitarem na tigela de iogurte e comerem pode não ser suficiente. Costumo picar grosseiramente as avelãs, amêndoas e outros frutos grandes.

Passo 4: frutos secos

Aqui há que ter em conta as combinações e o quão doces são os frutos. Gosto de combinar tâmaras com arandos para um mix doce/ácido. Côco e banana desidratados fazem um muesli tropical e frutos vermelhos secos são deliciosos.

Passo 5: chocolate e outros doces nada saudáveis

Este passo é obviamente opcional. Eu adoro juntar chocolate preto picado (se levaram ao forno o chocolate só pode ser adicionado depois de tudo arrefecido, a não ser que queiram mesmo que derreta e se espalhe). Se estiverem a fazer um muesli para uma ocasião especial, porque não umas gomas (sem gelatina animal!)  em forma de coração ou ursinhos?

Guardar num frasco que sele bem e comer com iogurte, leite e fruta.

Muesli para Totós 3

Boa semana!

Podem sempre seguir o meu álbum de receitas vegan no Pinterest, onde vou coleccionando ideias para experimentar.

Para seguir este blog basta preencher o endereço de e-mail na coluna do lado direito, mesmo abaixo da aplicação do Goodreads. Recebem um e-mail cada vez que eu publicar um novo post.Ou, se quiserem ser modernos, podem seguir a página Ervilhas e Cenouras no Facebook ou o meu Instagram (desde que não estejam a contar com fotos muito artísticas).

 

 

GuardarGuardarGuardarGuardar

Balanço Literário 2017

Balanço Literário Junho 2017

Foto de Eli Francis no Unsplash

Por incrível que pareça, estamos a meio do ano (whaaaat?!). Tal como no ano passado, entrei no desafio do Goodreads  e defini 30 livros para ler e hoje vou prestar contas do processo literário. Tal como previsto, apeteceu-me ler coisas que não estavam na lista e quando temos oportunidade de agarrar bons livros, que se lixem os planos.

 

Ficção

Viagem ao Centro da Terra e Vinte Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne – Ainda vou a meio das Vinte Mil Léguas Submarinas, mas vai bem encaminhado. É um estilo pouco fluído e, principalmente nas Vinte… há páginas e páginas de detalhes técnicos do Nautilus, dos peixes, das algas, da pressão da água, etc. Mas são leituras engraçadas e juvenis.

Drácula, Bram Stoker – “li” em audiolivro, versão dramatizada através da Librivox. Foi interessante conhecer uma das origens do franchising “vampiro” na cultura contemporânea mas já estava um bocado farta dos suspiros das personagens masculinas acerca do quão maravilhosa e virtuosa e excepcional a Mina é. Entretanto vimos e filme e foi das experiências cinematográficas mais bizarras que tive.

The Awakening of Miss Prim ,  Natalia Sanmartín Fenollera – Estava francamente à espera de melhor. San Ireneo de Arnois é uma vila charmosa utópica, o que não é um problema (lembre-mo-nos de Lansquenet-sous-Tannes em Chocolat ou de Stars Hollow das Gilmore Girls); mas as personagens e desenrolar da história são tão previsíveis que enjoa um bocado. Ainda assim, é um livro charmoso que lê bem num dia de moleza ao sol.

Reli duas peças de Shakespeare Hamlet e  King Lear  e estou farta de tragédias. Toda a gente morre. E ainda se queixam da Guerra dos Tronos.

Reli também o Jane Eyre e o Mansfield ParkA Jane nunca desilude, obviamente. A Fanny Price foi uma agradável surpresa desta vez. Compreendo melhor o carácter da Fanny, principalmente tendo em conta a dinâmica familiar dos Bertram. Ainda me irrita um bocado a submissividade, mas enfim, percebo o que Austen quis demonstrar ao criar uma heroína a b o r r e c i d a  mas com virtudes, em contraste uma Mary Crawford, cheia de estilo mas sem substância.

A Cidade e as SerrasEça de Queiroz – Não gostei. Sorry. Uma romantização da vida rural e vilificação das cidades feita de forma muito básica. Que lindo, que sadio que é viver no meio da serra, comer ovos mexidos com presunto e casar com uma rapariga roliça.

In this House of Brede , Rumer Godden – Ainda só li o prefácio, porque quero acabar as Vinte Mil Léguas Submarinas mas já me está a perecer uma coisa toda profunda, cheia e misticismo, tragédias e, claro, personagens femininas. Uma versão cristã das Brumas de Avalon, portanto, não tem termos de história mas de aura.

Sherlock Holmes : As obras completas – Usei um dos meus créditos no Audible para comprar este audiolivro, que tinha um preço de 79,99€. Portanto, custou-me 1/10 do preço original e não podia estar mais satisfeita. Todas as aventuras do Sherlock Holmes lidas pelo Stephen Fry. São quatro romances e quatro colectâneas de short stories.

Não-ficção

História de Portugal, vários Varia grandemente de capítulo para capítulo, mas cumpre a função.

A Filosofia Segundo Hitchcock  vários – Uma colectânea de é um leitura engraçada, mas as ideias repetem-se muito de ensaio para ensaio.

 

Portanto, segundo o Goodreads já li 22 livros, e vou com 8 livros de “avanço”. Mas como sei que tenho uns quantos volumes massivos à minha espera, vamos ver se consigo chegar aos 30.

 

Bom fim-de-semana (e não se esqueçam de guardar o sábado e ler uns livros)!

Para seguir este blog basta preencher o endereço de e-mail na coluna do lado direito, mesmo abaixo da aplicação do Goodreads. Recebem um e-mail cada vez que eu publicar um novo post.Ou, se quiserem ser modernos, podem seguir a página Ervilhas e Cenouras no Facebook ou o meu Instagram (desde que não estejam a contar com fotos muito artísticas).

 

Guardar o Sábado – um hábito bíblico para a vida moderna

Guardar o Sábado 1

fonte imagem

Fim-de-semana. Depois de uma semana de trabalho, escola, lancheiras e despertadores, eis o descanso. Mas é mesmo? Ou o fim-de-semana passa a correr entre supermercado, limpar, arrumar, lavar roupa e saltar entre três reuniões familiares diferentes? E quando chega a Segunda-Feira de manhã recomeçamos tudo, ainda mais cansados do que antes?

Na última Miscelânea Ocasional, mencionei que andamos a “guardar o Sábado”. Não me alonguei muito porque queria mesmo escrever um post inteiro sobre esta experiência. Historicamente, a ideia de guardar o Sábado vem do Êxodo, quando Deus terá revelado a Moisés os mandamentos e um deles ordena “lembra-te de guardar o Sábado, para o manter santificado”. O Sábado, seria portanto um dia dedicado ao descanso e à devoção religiosa. Quando digo descanso, é mesmo descanso hardcore. As proibições durante o Shabbat judaico incluem coisas como tecer, carregar coisas para fora de casa, tosquiar ovelhas, e tal. Vindo o cristianismo, o dia santo passou a Domingo, sem proibições mas igualmente com serviço religioso. Pronto, isto é o contexto histórico/religioso, para não acharem que estou completamente maluquinha.

Há umas semanas estava a ouvir um podcast norte-americano onde a locutora diz que ela e a família começaram a praticar o descanso semanal, numa espécie de shabbat moderno (e, no caso dela, cristão). Ora, nós somos ateus. Mas será que não podemos aprender nada com esta ideia?

Decidi que sim, que iamos tentar.

As nossas regras para Sábado:

(relembro que o funciona para a nossa família neste momento pode não ser o ideal para outras famílias ou outros momentos; cada um sabe do seu contexto e fará as suas regras)

Não há tarefas domésticas – é tudo dividido pelos outros dias; antes de começarmos com esta experiência, Sábado era o dia de lavar os caixotes do lixo/reciclagem/gato. Esta tarefas foram transferidas para as Quintas. De resto, só lavamos mesmo os pratos das refeições; nem a cama me dou ao trabalho de fazer, até porque frequentemente durmo a sesta aos Sábados ou passo a tarde deitada a ler um livro de janela aberta. Não se apoquentem; a roupa por arrumar espera por vocês noutro dia qualquer.

Não cozinhamos – comemos restos de outros dias, comemos fora, comemos congelados. Fazer uma lasanha na Sexta ajuda. Isto também ajuda a reduzir o número de loiça a lavar. Se nos apetecer fazer um bolo para o lanche, fazemos claro, mas não é uma tarefa.

Não vamos às compras – só se formos dar um passeio e passarmos pela padaria, ou assim. Supermercados? Centros Comerciais? Hell no.

Não usamos ecrãs individualmente – mensagens de telemóvel são a excepção. De resto, ecrãs só para ver filmes em conjunto, jogar Mario Kart um contra o outro (ele ganha sempre…), Skype com a família, enfim coisas com outras pessoas. Claro que se o meu marido estiver a trabalhar eu estou “autorizada” a ver um filme sem ele. A ideia é não cairmos nas profundezas da internet enquanto podíamos estar a curtir a família. Portanto não há Facebook, Instagram só se for para filmar no Stories e esqueçam o Pinterest, esse poço demoníaco sem fundo.

Não nos excedemos em compromisso sociais – para quem tem família extensa/longe esta pode ser difícil. É ao fim-de-semana que se fazem as reuniões familiares, as festas de anos, é quando os avós querem ver os netos, etc. Mas às vezes temos de dizer que não. Até porque nós também trabalhamos a semana toda e também queremos tempo só os 3 ao fim-de-semana! A ideia é encontrar um equilíbrio: um compromisso familiar por fim-de-semana e, idealmente, ao Domingo. É claro que se há um familiar próximo que se casa num dia e outro que faz anos noutro, vamos. Mas essas situações são raras. Temos de perceber que todo o tempo que passamos a andar de carro de um lado para o outro, a gerir sestas e comida, a chegar a casa tarde, tudo isso nos cansa.

Imaginem só: acordar no Sábado e não ter nada para fazer! Descansar, calar o ruído constante das tarefas, das redes sociais, dos jornais online que abrem link atrás de link. E para quem tem filhos pequenos, só o cuidar das necessidades básicas do gremlins já é trabalho suficiente!

Mas como é que podemos abdicar do Sábado como dia útil para tarefas?

Boa pergunta. É preciso algum planeamento. No nosso caso passamos a tal lavagem de caixotes para outro dia. Não sei se vocês têm as tarefas domésticas divididas pelos dias da semana, mas se não têm, está na altura.

Dizer Não a esta correria toda é dizer Sim ao tempo em família, ao descanso de que precisamos e às nossas necessidades individuais (AH! lembram-se que somos pessoas  únicas com necessidades únicas?) . É no tempo em que “não fazemos nada” que recarregamos baterias, que nos entretemos com pensamentos novos, deixamos fluir a criatividade, tudo isso. Não é por acaso que os professores universitários tiram ocasionalmente “anos sabáticos”; cada vez mais os jovens começam a fazer o mesmo entre o secundário e o ensino superior (ou outra via de estudo/trabalho); é essencial para o desenvolvimento intelectual uma pausa do trabalho quotidiano para descansar e reflectir, possivelmente estudar algo que nos interesse mais, ter outro tipo de experiências às que estamos habituados. Vamos lá ver: se até Deus trabalhou seis dias e descansou ao sétimo, como é que nós, comuns mortais, havemos de manter a sanidade mental sem descansar?

Bom fim-de-semana (com uma pausa sabática)!

Para seguir este blog basta preencher o endereço de e-mail na coluna do lado direito, mesmo abaixo da aplicação do Goodreads. Recebem um e-mail cada vez que eu publicar um novo post.Ou, se quiserem ser modernos, podem seguir a página Ervilhas e Cenouras no Facebook ou o meu Instagram (desde que não estejam a contar com fotos muito artísticas).

 

 

 

 

 

Chau min de legumes

Chau min de legumes 1

Na última Miscelânea Ocasional mencionei que uma das coisas que andamos a comer é chau min de legumes. Tenho de confessar que detesto comida chinesa com excepção do dito cujo e mesmo assim não é qualquer chau min que me convence. A verdade é que também me preocupa a possibilidade de usarem molho de ostra ou de peixe na mistura, e feito em casa esses dilemas existenciais desaparecem.

Está não é de todo uma versão fiel de chau min; é mais uma versão de trazer por casa, feita com ingredientes que se compram no Mini-Preço. Estão à vontade para acrescentar algas e bambu, mas para nós o objectivo é conseguir ter um jantar decente em 20 minutos com ingredientes que não requerem uma ida ao Martim Moniz. Uma ressalva: no geral, compramos os noodles e o molho de soja de facto no Martim Moniz porque são melhores e mais baratos, mas para quem não pode/quer/tem acesso aos fantásticos supermercados asiáticos um molho de soja qualquer e uns noodles da Milaneza servem perfeitamente. Confirmem só que não levam ovo.

Tudo mais ou menos a olho, mas, como linhas gerais para 3 refeições, é isto:

Numa frigideira anti-aderente, salteiar em azeite um dente de alho esmigalhado e a mesma quantidade de gengibre fresco ralado; acrescentar pimenta preta ao óleo e misturar bem para os sabores de fundirem mas sem deixar queimar. Deitar na frigideira meio talo de alho-francês cortado em meias rodelas e misturar bem para ajudar a soltar as camadas; juntar uma mão cheia de brócolos e uma cenoura média cortados em pedaços pequenos. Juntar meia cuvete (150gr) de cogumelos brancos laminados e misturar tudo muito bem.

Chau min de legumes 2

Como isto é tudo feito muito rapidamente, aconselho a terem tudo cortado e pronto a ir para a frigideira. Deixar saltear um pouco e juntar molho de soja suficiente para envolver bem os legumes a massa que vamos adicionar depois. E agora o truque maravilha: duas colheres de sopa de molho inglês. Atenção, o molho inglês (Worcestershire, se conseguirem dizer) leva tradicionalmente anchovas. Mas se comprarem um dos mais baratos (marca Continente ou Mini-Preço, por exemplo) não há esse problema. De qualquer forma, leiam sempre os ingredientes!

Entretanto, cozer os noodles à parte. Escorrer e envolver nos legumes e molho durante uns 2 minutos e servir!

Boa semana!

Podem sempre seguir o meu álbum de receitas vegan no Pinterest, onde vou coleccionando ideias para experimentar.

Para seguir este blog basta preencher o endereço de e-mail na coluna do lado direito, mesmo abaixo da aplicação do Goodreads. Recebem um e-mail cada vez que eu publicar um novo post.Ou, se quiserem ser modernos, podem seguir a página Ervilhas e Cenouras no Facebook ou o meu Instagram (desde que não estejam a contar com fotos muito artísticas).

 

GuardarGuardar

Miscelânea Ocasional – vol. 6

 

Miscelânea Ocasional - vol. 6

O plano inicial não era fazer uma Miscelânea por estação, mas é como a coisa se tem encaminhado e dá origem a um conjunto de micro-posts de tamanho simpático. Eis o que se passa na nossa vida ultra-excitante:

O que andamos a comer

Rolo de aveia e lentilhas – Pratos de forno que dão para fazer com antecedência e alimentar um batalhão nunca são demais. Este rolo foi um sucesso no almoço de Páscoa e mesmo que não seja para uma grande refeição podem fazê-lo, comer e congelar o  que sobrar em fatias para uma jantar rápido em dias mais caóticos.

Hambúrgueres panados – Outro caso de sucesso que dá para fazer em quantidade e congelar.

Chau min de legumes – Ainda não publiquei aqui a receita, mas lá chegarei, porque chau min é mesmo bom. E super rápido de preparar! Eu nunca gostei muito de comida chinesa, sendo o chau min de legumes a excepção. Mas o meu medo em comer chau min num restaurante é de incluir molho de peixe, comum na culinária chinesa. E não, perguntar se leva molho de peixe e confiar na resposta não é opcional.

Tostas de cheddar Violife com cogumelos e oregão – Nós não temos uma daquelas prensas para paninis, mas temos um grelhador do Ikea e com jeitinho e paciência consegue-se um bom resultado. Comemos estas tostas a acompanhar sopa e está feita uma refeição.

O que andamos a ler

Como estamos a chegar a meio do ano, farei em breve um Balanço Literário, tal fiz no ano passado.  Para quem não sabe, eu faço sempre uma lista de leitura para o ano em vigor, ignoro uma boa parte e leio outras coisas. Mas o objectivo é ler sempre mais, portanto resulta comigo. Também participo no desafio Goodreads, que é só um número de livros que nos propormos a ler, sem ter em conta títulos específicos. 

Portanto, assim por alto para não me repetir no Balanço que hei-de escrever:

Sherlock Holmes – usei um crédito que tinha no Audible para “comprar” as obras completas lidas pelo Stephen Fry; estou quase a acabar o último livro e tem sido fantástico!

A Filosofia Segundo Hitchcok – uma análise de vários filmes de Hitchcok com um ponto de vista filosófico, onde os autores abordam temas como a as fronteiras da moralidade, coisas freudianas, coisas nietzschesianas e por aí. Tanto o Freud como o Nietzsche eram um bocado idiotas, mas é interessante ler sobre perspectivas filosóficas num fenómeno como é a obra de Hitchcok.

Mansfield Park – uma releitura de Jane Austen; ando a ler a obras dela em loop há mais de 10 anos e nunca falham em maravilhar-me. Se nunca leram Austen, comecem por aqui para os livros e por aqui para as adaptações cinematográficas&televisivas.

A Cidade e as Serras – já tinha este livro desde o ano passado e achei que estava na altura de ter vergonha na cara e lê-lo; se calhar é blasfémia dizer isto, mas não achei mesmo nada de especial. Pareceu-me uma crítica demasiado caricatural da vida citadina e uma apologia romantizada da vida rural.

Elmer – aqui está um que o Simão até fica mais ou menos a quieto a ver. E ainda não rasgou páginas.

O que andamos a ver

Friends – ainda. São 10 temporadas. Vamos na 9. Mantenho que a Rachel, o Ross e a Pheobe são un idiotas; o Chandler, a Monica e o Joey são uns porreiros. Também continuamos com o Elementar e o Star Trek: Enterprise, tudo pelo Netflix.

The Big Bang Theory e Sobrenatural – Terminámos as respectivas temporadas e agora temos um logo Verão de expectativa; ambas as séries acabaram em suspense.

Bill Nye Saves the World – uma novidade Netflix; o famoso cientista Bill Nye, The Science Guy propoe-se a explorar e explicar as grandes questões científicas que estão a afectar a nossa existência. Ainda só vimos o primeiro episódio e pareceu-me interessante, ainda que um bocado espalhafatoso.

Vimos também recentemente o Hidden Figures e A Bela e o Monstro, ambos óptimos. Desafio-vos a não chorarem nesta cena.

Decidimos rever os Ghostbusters I e II e seguir para o reboot de 2016. Estava extremamente curiosa porque li imensas críticas negativas e criticas às críticas negativas acusando-as de puro sexismo. Para quem não sabe, o reboot segue mais ou menos a história e personagens do primeiro filme, mas o cast é feminino. Sim, são AS caça-fantasmas.  Sinceramente, não achei o filme nem melhor nem pior que o original. O humor é um bocado forçado mas a história faz muito mais sentido, portanto está ela por ela. Suspeito que o ódio ao filme tenha mesmo raízes sexistas.

Brevemente queremos ver o novo filme de animação da Disney, Moana (que traduziram para Vaiana, não percebi o porquê, mas talvez se perceba durante a história).

O que andamos a fazer

O Simão passou uma noite fora de casa sem os pais pela primeira vez e eu dormi até as 9h. É um bocado estranho estar tanto tempo sem ele mas é bom dormir; é este o veredicto.

Escrevi um post que achei banal na altura mas que gerou um sururu inacreditável num grupo de FB onde partilhei. Chama-se O meu filho não tem de partilhar (e o vosso também não). As visualizações do blog ultrapassaram o milhar num só dia (o que para este blog é muito…) e já vai em mais de 400 partilhas. A maior parte das reacções foram boas, estendendo-se desde o “Concordo plenamente” até ao “Nunca tinha posto isto desta maneira, mas faz sentido”. Também houve umas reacções muito más, e não do estilo construtivo. Digo-vos apenas que me chamaram tantos nomes que houve 3 pessoas expulsas do grupo do FB em questão. E estas são as pessoas que acham que devemos obrigar as crianças a partilhar porque temos de ser gentis uns para os outros. Imaginem se não achassem…

Hei-de escrever um post mais detalhado sobre isto, mas andamos a “guardar o sábado”. Passo a explicar: não, não somos judeus e não não seguimos as proibições tipo tecer, fiar, acender fogo, etc. O objectivo é mesmo o de ter um dia de descanso. Mas o fim-de-semana é todo para descansar! dirão vocês. Mas é mesmo? Não passamos os fins-de-semana a correr pelo supermercado, a limpar o que emporcalhamos durante a semana, a ir a 3 reuniões familiares diferentes e sei lá que mais? Bom, não mais! disse eu, depois de ouvir um podcast acerca deste problema cuja sugestão é mesmo esta: ter um dia por semana em que não fazemos nada. Portanto, comemos restos e congelados, não fazemos tarefas domésticas nem compras. Tem sido óptimo e espero em breve poder escrever um post acerca desta experiência.

Para terminar, fomos à Feira do Livro e comprámos o Harry Potter e a Câmara dos Segredos, edição ilustrada – e é L I N D O, L I N D O , L I N D O. Vejam o vídeo no site da Fnac, através do link. Estou ansiosa por introduzir este mundo ao Simão. De momento ele prefere andar a correr nú pela casa. Mas há esperança.

Comprámos também o último livro da Gabriela Oliveira, Comida Vegetariana para Festejar e estou maravilhada! Ainda não fiz nada, mas estejam atentos ao meu Instagram Stories. Almoçámos numa roulote de hambúrgueres 100%vegetariano chamada VeggieLovers e foi óptimo!

Descobri hoje que vai haver uma Festa do Japão dia 24 no Parque das Nações e estou doida para ir ver origamis enquanto o meu marido quer ir ver samurais e tal.

 

Um resto de boa semana cheio de comida saborosa, livros interessantes e maratonas de Netflix!

 

Para seguir este blog basta preencher o endereço de e-mail na coluna do lado direito, mesmo abaixo da aplicação do Goodreads. Recebem um e-mail cada vez que eu publicar um novo post.Ou, se quiserem ser modernos, podem seguir a página Ervilhas e Cenouras no Facebook ou o meu Instagram (desde que não estejam a contar com fotos muito artísticas).